Preto no Branco - 31/07/2010 - Um, dois, três...

Tão importante como a melodia ou a letra que se escolhe para uma música será a métrica que à composição se aplica. Em composição musical, as músicas são divididas em fragmentos de tempo, intervalos de igual duração denominados de compassos.
As formas mais simples de compassos são o binário (2/4), ternário (3/4) e quaternário (4/4). Se as formas binária e quaternária estão amplamente disseminadas na música moderna, a forma ternária é vulgarmente mais associada a composições clássicas e às valsas. Nesta semana, mostrámos Preto no Branco que o compasso ternário também pode ser usado nos meandros da pop e da música actual. Com a emoção e a força do três-por-quatro, passámos duas horas a contar batidas: um, dois, três, um, dois, três, um, dois, três...

01. Elliott Smith - Waltz #2 [XO, 1998]
02. Andrew Bird - Sovay [Andrew Bird & The Mysterious Production Of Eggs, 2005]
03. The Beatles - She's Leaving Home [Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, 1967]
04. The Finches - Human Like A House [Human Like A House, 2007]
05. Kimya Dawson - Tire Swing [Remember That I Love You, 2006]
06. Perry Blake - War In France [Still Life, 1999]
07. Nick Cave - Henry Lee [Murder Ballads, 1996]
08. Feist - Let It Die [Let It Die, 2004]
09. The Magic Numbers - Try [The Magic Numbers, 2005]
10. Franz Ferdinand - Fade Together [You Could Have It So Much Better, 2005]
11. Morrissey - The Lazy Sunbathers [Vauxhall And I, 1994]
12. Old Jerusalem - Always Do [April, 2002]
13. The Dodos - Joe's Waltz [Visiter, 2008]
14. The Magnetic Fields - The Night You Can't Remember [69 Love Songs, 2004]

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15. The Morning Benders - Excuses [Big Echo, 2010]
16. Arcade Fire - Crown Of Love [Funeral, 2004]
17. Peter Bjorn And John - Roll The Credits [Writer's Block, 2006]
18. Ed Harcourt - Hanging With The Wrong Crowd [Here Be Monsters, 2001]
19. The Divine Comedy - The Beauty Regime [Regeneration, 2001]
20. Lou Reed - Perfect Day [Transformer, 1972]
21. Noiserv - Bontempi [One Hundred Miles From Thoughtlessness, 2008]
22. Camera Obscura - The False Contender [Let's Get Out Of This Country, 2006]
23. Carla Bruni - Tout Le Monde [Quelqu'un M'a Dit, 2002]
24. Suede - Pantomime Horse [Suede, 1993]
25. Albin De La Simone - Ton Pommier [Albin De La Simone, 2003]
26. The Dave Brubeck Quartet - Take Five [Time Out, 1959]

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Preto No Branco - 17/07/2010 - Contrastes Nos Gritos






1ª Hora

Gritos de Clevand e de Edimburgo

1-The Electric HeelsThe Eyeball Of Hell – Agitated
2-Pere UbuThe Modern Dance – Non Alingment Pact
3-Shop Assistants - Shop Assistants – Home Again
4-Pere Ubu – The Modern Dance – The Modern Dance
5-The Electric Heels – The Eyeball Of Hell – Cyclotron
6-Shop Assistants - Shop Assistants – Seems To Be
7-The Electric Heels – The Eyeball Of Hell – Jaguar Ride
8-Pere Ubu – The Modern Dance – Street Waves
9-Shop Assistants - Shop Assistants – Caledonian Road
10-The Electric Heels – The Eyeball Of Hel – Iq 301 – Man!
11-Pere Ubu – The Modern Dance – Street Waves
12-Shop Assistants - Shop Assistants – After Dark
13-The Electric Heels – The Eyeball Of Hell – Girl
14-Pere Ubu – The Modern Dance – Chinese Radiation
15-The Electric Heels – The Eyeball Of Hell – Dead Man’s Curve
16-Shop Assistants - Shop Assistants – Train From Kansas City
17-Pere Ubu – The Modern Dance – Over My Head
18-Shop Assistants - Shop Assistants – All Of The Time
19-Pere Ubu – The Modern Dance – Sentimental Journey


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2ª Hora
Gritos de harmonia, canções de trabalho em Português e Bulgaro.

1-Le Mystère des Voix Bulgares – Pilentze Pee (Pilentz Sings)
2-GAC (Grupo de Acção Cultural) – Pois Canté – Cantiga Sem Maneira
3-Le Mystère des Voix Bulgares – Kalimankou Denkou (The Evening Gathering)
4-GAC - …Ronda de Alegria – Toada de Abolar
5-GAC – Pois Canté – A Herdade do Val Fanado
6-GAC – Vozes na Luta – A Cantiga É Uma Arma – A Cantiga É Uma Arma
7-GAC - …E Vira Bom – Hino É Uma Confederação
9-GAC – Pois Canté – Coro dos Trabalhadores Emigrados
10-GAC - …E Vira Bom – E Vira Bom
11-Le Mystère des Voix Bulgares – Breïyvane (Dancing Song)
12-GAC – Pois Canté – Cantiga do Trabalho
13-GAC - …E Vira Bom – De Sol a Sol


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Contra o ruído insuportável da obsessão do futebol, comtra o medo não-gostar, contra o medo de ser impopular, contra-medo de não ser famoso. contra o medo de não ser dj, contra a colectâneazinha da cançãozinha perfeitinha que não fere tipo rfm pseudo-indie, a Revolução...em Silêncio!



1ª Hora:

1-Miles Davis- In A Silent Way – Shh\Peaceful
2-Miles Davis- In A Silent Way – In A Silent Way\It’s About That Tim
3-Miles Davis - Jack Johnson – Right Off




Depois de ter estado na origem da extinção do fogo dos desvarios do be-bop (Birth Of The Cool), Miles Davis caminhou para o jazz modal em "Kind Of Blue", começou a usar o estúdio como instrumento de composição graças ao seu engenheiro Teo Macero. Mas um dia decidiu que era necessário expandir o som, e rumou ao encontro da electricidade. “In A Silent Way”, marca a fusão (foi assim também chamada a nova forma de jazz) entre os o desejo de expandir um horizonte sonoro, que no entanto está em uníssono, e a edição de horas de música improvisada editada para a criação de um acto coerente.



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2ª Hora:

"...melhor que o silêncio só João".

1-Caetano Veloso – Livro – Prá Ninguém
2-João Gilberto – Chega de Saudade
3-João Gilberto – Saudade Fez Um Samba
4-João Gilberto – Hó-Ba-Lá-Lá
5-João Gilberto – Bim Bom
6-João Gilberto – Lobo Bobo
7-Alaide Costa – Lobo Bobo
8-João Gilberto – É Luxo Só
9-João Gilberto – Felicidade
10-João Gilberto – Brigas Nunca Mais
11-João Gilberto – Manhã de Carnaval
12-João Gilberto – Maria Ninguém
13-João Gilberto – Insensatez
14-Arto Lindsay - O Corpo Sutil – Child Prodigy
15-Arto Lindsay - O Corpo Sutil – Anima Animale
16-João Gilberto – Um Abraço No Bonfá
17-João Gilberto - Presente de Natal
18-João Gilberto - Você Eu
19-United Future Organization – Jazzin’ – Moondance (Featuring Abigail Grimsel)
20-Karma – Thrill Seekers – Got My Mojo Working


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Emissão de Emanuel Botelho


Eternamente brotando rajadas de vanguarda, os Sonic Youth forjaram a sua identidade na contra-onda que também assolou Nova Iorque no início dos anos 80. Sempre foram esculpindo o ruído, para chegar a um formato ora de canção, ora de actos de contemporaneidade, deixando as arestas polidas ou em farpas. Os seus membros, desdobram-se em múltiplos de música ou artes (Thurston Moore acaba de se iniciar no mundo da edição de livros).



1ª hora:

SYR 8 (andre sider af sonic youth, 2008) - sonic youth, mats gustafson, merzbow



2ª hora:

Paralelamente à discografia oficial, na sua larga maioria editada pela Geffen, os Sonic Youth iniciaram em 1997 um catálogo alternativo de discos dedicados à sua faceta mais experimental e improvisada. Fizeram-no através da sua própria editora, Sonic Youth Recordings, criada para esta finalidade em 1996. Nesta emissão de Preto no Branco percorremos os oito discos dos Sonic Youth no catálogo SYR, começando pelo mais recente SYR 8 (uma performance ao vivo em roskilde em 2005, com a duração de cerca de uma hora) ao longo de toda a primeira metade do programa, para na segunda metade fazermos a retrospectiva histórica dos sete primeiros discos deste catálogo.

SYR 1 (1997) - anagrama
SYR 2 (slaapkamers met slagroom, 1997) - stil
SYR 3 (invito al cielo, 1998) - hungara vivo
SYR 4 (goodbye 20th century, 1999) - pendulum music (steve reich)
SYR 5 (kim gordon, ikue mori, dj olive, 2000) - fried mushroom
SYR 6 (koncertas stan brakhage prisiminimui, 2003) - heady jam #2
SYR 7 (j'accuse ted hughes, 2008) - agnes b musique

Mais informação sobre o catálogo SYR:

http://www.smellslikerecords.com/sonicyouth/


www.smellslikerecords.com
Blonde RedheadBluetile LoungeCat PowerChris LeeThe ClearsChristina RosenvingeDumpFuckHungry GhostsJP ShiloJohn WolfingtonLa Lengua AsesinaLee HazlewoodMosquitoNodOverpassThe RaincoatsThe RondellesSammyScarnellaSentridohShelby BryantSonic YouthTim PrudhommeTony ScherrTwo Dollar GuitarUrsa MinorWhite/...



Mais informação sobre os Sonic Youth


Mix Tape Sonic Youth

Ecstatic Peace Library (Editora de Thurston Moore)

Invisible Jukebox Audio da Revista Wire aos Sonic Youth

MySpace Sonic Youth



Vídeos de Acontecimentos na Ecstatic Peace:

Vídeo 1, Vídeo 2 (Thurston Moore Archives).

Blog de Thurston Moore

Nota: Inflizmente o nosso sistema de gravação falhou e não podemos desta vez ouvir o belíssimo programa do Emanuel.




Emissão de Fernando Ferreira


Depois da Ana Val-do-Rio nos ter trazido há semanas um espectáculo de Ariel Pink, e fruto do seu último álbum "Before Today" ter sido editado pela mítica editora 4AD, resolvemos trazer um programa do Fernando dedicado a esta editora. A 4AD, foi criada principalmente por Ivo Watts-Russell em 1980 e era suposto ter sido extinta no final da década. Mas a história não tomou esse rumo e a 4AD ainda continua a editar excelente música, depois de ter construído um legado impressionante de clássicos da pop, como os Cocteau Twins, Dead Can Dance, a fusão folk-ambiental dos projectos This Mortal Coil, ou ter esticado os limites do experimentalismo com as Throwing Muses e os bem conhecidos Pixies, sempre com o distinto cunho das capas da 23 Envelope.
Um pedaço, belo, do infinito percurso da pop para ouvir aqui.


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Com mais uma esplêndida edição da Soul Jazz, a colectânea Deutsche Elektroniche Musik, revelou-me um mundo até agora desconhecido; a vertente quase de rare-groove que alguns dos krautrokers tinha, e nós passámo-los na 1ª hora cruzando-os com referências imprescindíveis,como o acid-jazz dos Sandals e as obras-primas de jazz-funk que serviam de mote às aventuras dos filmes de blaxpoitation.
Na 2ª hora, resolvemos fazer um encontro entre bateristas e baterias virtuais. Quem não fica siderado com a precisão rítmica de um Klaus Dinger, nos Neu!? As máquinas de ritmo, mais do nunca, traduziram a repetetividade dos movimentos criativamente mecânicos dos bateristas do krautrock.


1ª Hora – Qual a aproximação entre “krautrock”, “rare-groove” e “p-funk”?


1-Deutsche Elektroniche Musik – Kollectiv – Rambo Zambo
2-SandalsRite To Silence – Change
3-Can You Dig It – Don Julian – Lay It On Your Head
4-Deutsche Elektroniche Musik – Ibliss – High Life
6-Deutsch Elektroniche Musik – Can – I want More
7-FunkadelicOne Nation Under A Groove - One Nation Under A Groove


Nota 1: Os Kollectiv eram os irmãos gémeos Waldo e Jogi karpenkial e ainda Jurgen Havix. Inspirando-se em Frank Zappa, King Crimson mas também nos músicos de jazz Wes Montegomery e Jimmy Smith, formaram os The Generals. Jogi ainda se aproximou de Ralf Hutter (que entretanto fundou os Organisation -futuros Kraftwerk) nos The Phantoms, mas depressa voltou ao grupo original. Com a entrada do flautista Klaus Dopper, os Genrerals tronaram-se os Kollectiv, gravando apenas um álbum homónimo.


Nota 2: Os Ibliss, tal como os Kollectiv, apenas gravaram um álbum (Supernova), mas o percussionista e flautista Basil Hammoudi, participou no álbum dos Organisation, Tonefloat, e ainda no primeiro álbum dos Kratftwerk. Igualmente dos Ibliss, o baterista Andreas Hohmann, também participou nas gravações do álbum Kraftwerk, e ainda foi membro de um embrião dos Neu!.





2ª Hora – Machine Versus Man Versus Machine

1-Neu!75 – Isi
2-HarmoniaDeluxe – Deluxe (Immer Weider)
3-La DüsseldorfDüsseldorf - Düsseldorf
4-Deutsche Elektroniche Musik – E.M.A.K - Filmmusik
5-Moebius-Plank-Neumeier – Zero Set – Recall
6-Harmonia – Deluxe – Walky-Talky
7-Harmonia – Musik Von Harmonia - Watussi


Nota 3: Os E.M.A.K.(Elektronische Muzik Aus Köln) eram constituídos por Kurt Mill e Mathias Becker. Os EMAK, investigaram os desenvolvimentos da tecnologia usada na música no seu estúdio. Ao ouvir esta faixa, nota-se a influência da música electrónica no synthpop britânico a despontar na década de 80.



Informações retiradas do texto que acompanha a colectânea Deutsche Eletrokische Musik.

Link para documentário da BBC sobre Krautrock. Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6.


Preto No Branco - 05/06/2010 - Festival Primavera Sound





Emissão de Ana Val-do-Rio



Programa inteiramente dedicado ao Festival Primavera Sound, acompanhado em 2010 na página Facebook da RUC



1ª hora


Ariel Pink's Haunted Graffiti's

Transmissão integral do concerto no palco ATP do festival Primavera Sound, Barcelona, em 2009


Link para vídeo das sessões de "Before Today"
.

Nota1: Na Revista Wire #305 de Julho de 2009, poderão ler um artigo sobre a música relacionada com Ariel Pink. Pertence à série "Invisible Jukebox".

Nota2: Foi a através da rádio WFMU, que nos anos 90 se voltou a reunir a dupla dos Silver Apples.


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2ª hora


A Certain Ratio


Transmissão integral do concerto no palco RAY BAN - VICE do festival Primavera Sound, Barcelona, em 2009



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Tarwater


Emissão de Fernando Ferreira


Da electrónica mais experimental estando ainda perto do reconhecido formato canção, indo ao jazz, à "spoken word" ou até à cultuta popular, o Fernando traz-nos um imenso mundo de vanguarda.

1ª hora


1. Tarwater - Waschau
2. Einstürzend Neubauten - Fiat Lux
3. Laub - Erinner
4. AGF - Disturbia
5. Couch - Morgengold
6. Schneider TM - The light 3000
7. Kante - Tourisme
8. Go plus - Donnerstag
9. Pole - Berlin

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2ª Hora

1. Spock out Going - intro
2. Ready Tom - Destination Moon
(
Tom Readdy - Destination Moon w/ music by Billy May -1950)
3. People Like Us - Dolly parton
4. Dr. Timothy Leary - The trip freak
5. Unknow - How babies are born
6. Vincent Price - Mushroom
(
Vincent Price - Pickled Mushrooms ( extraído do Vincent Price Cooking Lesson )
7. KFC - Bacteria(KFC - Bacteria - extraído das cassetes "KFC Employee Training" que davam aos novos empregados )
8. Unknow - The problem with growing boys
9. People Like Us - Wide Open Spaces


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Preto No Branco - 22/05/2010 - A Fusão do Futuro


Link para Vídeo GP Mónaco 1070


Emissão de Emanuel Botelho


1970 foi um ano peculiar na história da Fórmula 1. Desde logo porque marcou o arranque em pleno de uma era de evolução tecnológica exponencial - por exemplo com a disseminação generalizada das experiências aerodinâmnicas de alguns monolugares do final dos nos 60 - mas também pela aura de tragédia que paira sobre esta temporada da categoria máxima do desporto automóvel a nível mundial.
No decurso da época de 1970 os momentos de tragédia foram constantes: o grave acidente no autódromo espanhol de Jarama e as mortes de Bruce McLaren, Piers Courage e do campeão póstumo Jochen Rindt foram premonitórios de uma era em que a Fórmula 1 esteve permamentemente ensombrada por acontecimentos trágicos (morreram 8 pilotos em provas oficiais ao longo da década, e alguns mais em provas extra-Fórmula 1).
No entanto, não será admissível considerar que todo o sangue derramado ao longo dos já 60 anos de história do mais importante desporto motorizado contribuiu largamente para o miticismo que o envolve? Mais ainda, não será a adrenalina do perigo mortal que ainda hoje motiva tantos pilotos a perseguir incessantemente o sonho de chegar ao circo da Fórmula 1?
Por tudo isto e muito mais, a emissão de 22 de Maio de 2010 do Preto no Branco celebrou o campeonato do mundo de Fórmula 1 de 1970.
Fasten your seatbelts!


1ª hora:
pistol disco - formula one (evergreen, 2009)
neu! - super (neu! 2, 1973)
can - oh yeah (tago mago, 1971)
washed out - yeah (high times cassette, 2009)
caribou - found out (swim, 2010)
errors - beards (come down with me, 2010)
cave - hunt like devil (hunt like devil jamz, 2007)
stereolab - outer accelerator (mars audiac quintet, 1994)
yo la tengo - double dare (painful, 1993)
deerhunter - wash off (fluorescent grey EP, 2007)



2ª hora:
lindstrom - i feel space (12", 2005)
who made who? - flat beat (mr. oizo) (two covers for your party, 12", 2004)
franz & shape - countach (acceleration, 2007)
kavinsky - testarossa autodrive (sebastiAn remix) (1986 EP, 2007)
kraftwerk - autobahn (autobahn, 1974)
whitey - leave them all behind (the light at the end of the tunnel is a train, 2005)
automat - droid (cecile edit) (automat, 1978)


Preto No Branco - 15/05/2010 - Roubei o Futuro Só Para Ficar Com Ele - No Limite do Futuro

4 Hero
Programa só de 1 Hora, por causa das transmissões da Queima das Fitas 2010.
Após o balão da euforia das raves se ter esvaziado em Inglaterra, a música de dança voltou-se outra vez para as discotecas, por exemplo em Londres para a Shoom e em Manchester a mótica Hicienda. Contudo, ainda abaixo deste nível, havia um mundo paralelo de gente que procurava música à beira do acontecimento. Para isso, o house doce, ou até o hip-hop com as suas 80 a 90 batidas por minuto (bpm), não lhe bastava, algo mais frenético era requisitado. As limitações de 126bpm das "drum-machines" Roland TR-909, não chegavam e para isso os Disk-Jokeys, alteravam os seus gira-discos Technichs para aumentarem ainda mais a velocidade dos discos usados para os "samplings". A necessidade de procurar uma solução rítmica adequada ao pretendido, leva-os à procura do "break-beat". E esse, como poderão ouvir em baixo, viria sobretudo dos discos de funk dos final da década de 60, Criou-se assim uma nova cultura, representativa ainda das cidades britânicas inócuas, da juventude destas à procura de sentido, encontrando uma porta de saída, ainda anos antes do "Second Life", para criarem um mundo virtual, baseado nos jogos de computador, na cultura cibernética e no mundo dos "sound-systems" de origem jamaicana importados pelo mundo ocidental, gerador dos rap em Nova Iorque, do "trip-hop" com raízes em Bristol, e do jungle sobretudo londrino, havendo ainda tempo para absorver as influências do "new.beat" Belga, de gente como Joey Beltram (apesar de ser Americano), T99 e CJ Boland.
Trouxemo-vos para este programa, as "early plates" de "jungle" da editora Reinforced pertencente a Dollis Hill.
(O texto em cima foi baseado no capitulo sobre jungle do livro "Modulations" editado por Peter Shapiro, e também no artigo de Mark Fisher, secção "Epiphanies" da revista inglesa Wire #206 - Dezembro de 2007.)
1-4 Hero – The Early Plates – Students Of The Future
2- Documentário – “6 Seconds” (Link para "The Winstons - Amen Brother")
3-4 Hero – The Early Plates – Better Place
4-Tek 9 - The Early Plates – Del Die Gogo
5-Rufige Cru - The Early Plates – Killa Muffin
6-Tek 9 - The Early Plates – Don’t Leave Me This Way
7-Rufige Cru - The Early Plates – Krisp Biscuit
8- Tek 9 - The Early Plates – Don’t Leave Me This Way
9-Rufige Cru - The Early Plates – Darkrider
Notas:
Links para documentário sobre "jungle" feitos pela BBC: "Jungle Music (Part 1)", "Jungle Music (Part 2)", "Jungle Music (Part 3)"
Aconselha-se também a audição da colectânea "Rumble In The Jungle"
Artigos sobre "jungle" de Simon Reynolds.

Preto No Branco - 01/05/2010 - Distintos Futuros



Emissão de Rui Ferreira


Primeiro foi o charme indiscutível do glamour vivido a partir da dos inícios da década de 70. Mas, isso não bastava para quem olhava para música como algo em que o movimento cénico, poderia também conduzir ao futuro. Os Roxy Music, com um primeiro álbum onde a capa mostrava uma bela senhora em pose sensual, a as roupas coloridas, os penteados elaborados com a androgenia de um músico, teclista e manipulador de fita magnéticas, escondiam um álbum de rock, tipo FM, mas onde se escondia uma vontade de escrever canções de aparência formal, onde uma linha fina de experimentalismo se escondia mas fazia toda a diferença. Depois veio um segundo álbum, sólido na composição, e talvez o último antes de um grupo de gente ter partido para um pop aceitável, e perante os padrões de hoje até muito bom, que provocou a onda do neo-romantismo. No entanto, a veia experimental, já tinha partido para outras atmosferas - Apollo cujas missões estavam a terminar, foi o ponto de fuga de um horizonte onde era inevitável o encontro com os cósmicos alemães.
A seguir, a canção num estado sublime. De Liverpool, depois dos Beatles, um Echo fora do comum, de pop perto da abstracção, de arranjos por vezes épicos, ou até dentro de linha de inspiração rítmica raggae, onde o baixo suporta o ritmo seguindo uma linha paralela à melodia, um pouco de krautrock nem sequer ficou esquecido. Além disso, anticiparam-se aos Bunnymen, 20 anos antes de David Lynch.


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Nota Importante:

Documentário sobre Glam Rock: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5

Preto No Branco - 08/05/2010 - Labrador Records

Com a emissão excepcionalmente reduzida a uma hora, esta semana debruçámo-nos sobre o catálogo da editora sueca Labrador Records.

01. Club 8 - Spring Came, Rain Fell [Spring Came, Rain Fell, 2002]
02. Acid House Kings - Sunday Morning [Mondays Are Like Tuesdays And Tuesdays Are Like Wednesdays, 2002]
03. Pelle Carlberg - Go To Hell Miss Rydell [Go To Hell Miss Rydell, 2007]
04. Chasing Dorotea - The Anchor Song [Chasing Dorotea, 2002]
05. Ronderlin - Reflected [Wave Another Day Goodbye, 2003]
06. Loveninjas - Keep Your Love [Keep Your Love, 2006]
07. Sambassadeur - Sandy Dunes [European, 2010]
08. The Legends - Play It For Today [Facts And Figures, 2006]
09. The Radio Dept. - Why Won't You Talk About It? [Lesser Matters, 2003]
10. South Ambulance - Hanging In A Tie
11. Caroline Soul - Been Turning (Into Something Bad) [The Sound Of Young Sweden Volume 4, 2005]
12. Suburban Kids With Biblical Names - Loop Duplicate My Heart/ A Couple Of Instruments [#3, 2005]
13. Ingenting - Här Kommer Solen [Duger, 2005]

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Preto No Branco - 24/04/2010 - Record Club

O conceito é, pelo menos diferente e a história poder-se-ia escrever como muitas outras histórias. Um grupo de amigos junta-se e grava uma série de canções. Muitos discos e muitas bandas surgiram deste modo, mas não foi de edições cuidadas ou de grandes produções que falámos esta semana, tão pouco de bandas de longa carreira.
Há quase um ano, o multifacetado Beck Hansen decidiu explorar mais um rumo na sua carreira. Habitualmente rodeado de boa música e de talentosos músicos, foi, talvez por isso, natural que o projecto Record Club fosse iniciativa deste californiano.
O conceito é, então, muito simples: um grupo de músicos reúne-se durante um dia, escolhem entre todos um disco e, durante 24 horas, recriam o disco escolhido integralmente. Não tão fácil será a execução, já que não há ensaios ou arranjos prévios.
Poder-se-á falar de genuinidade nesta reunião informal de músicos que, afinal, estão apenas a tocar as músicas de que gostam.
Semana a semana é dada a conhecer uma nova faixa, estando, nesta altura, a ser revelados os temas do quarto álbum reinterpretado. Começámos por pôr Preto no Branco esta história, desde o seu princípio com o álbum epónimo de "Velvet Underground & Nico", cruzando os originais com as versões.

01. Sunday Morning (vídeo aqui)
02. I'll Be Your Mirror

Em 1967, Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison e Maureen Tucker lançavam "The Velvet Undergound & Nico", informalmente conhecido como o álbum da banana. Com produção e capa a cargo de Andy Warhol, o disco, na altura sem grande sucesso comercial, tornou-se um dos mais influentes e importantes marcos da história da música no século XX. As letras a cargo de Lou Reed, onde temas controversos como o abuso de drogas, a prostituição ou certas prácticas sexuais menos ortodoxoas eram abordados, conjugavam-se com o experimentalismo musical de John Cale e do próprio Reed. Inesquecíveis temas como Sunday Morning, Venus In Furs, All Tomorrow's Parties, Heroin ou Femme Fatale, um dos temas do disco que conta com a voz da germânica Nico.

03. Femme Fatale
04. All Tomorrow's Parties (vídeo aqui)

O primeiro álbum escolhido para ser tocado integralmente no Record Club de Beck foi "The Velvet Underground & Nico", uma escolha feita pelos músicos que fizeram parte deste dia de gravações. Nigel Godrich, Joey Waronker, Brian Lebarton, Bram Inscore, Yo, Giovanni Ribisi, Chris Holmes, o próprio Beck e Thorunn Magnusdottir, uma ilustre desconhecida vinda da Islândia, que deu voz nos temas que Nico protagonizava nas versões originais e não só.
Cada semana, uma das músicas gravadas por este grupo de artistas foi sendo revelada no site de Beck, acompanhada do registo fílmico dos momentos da gravação. Antes de ouvirmos a versão original de Heroin, ficámos com mais uma das reinterpretações de Beck e amigos, Run Run Run.

05. Run Run Run (vídeo aqui)
06. Heroin
07. Winter Lady (vídeo aqui)
08. So Long, Marianne

A segunda incursão de Beck pelas revisões de discos seguiu uma escolha não de todos os músicos intervenientes mas de um deles, Andrew dos MGMT. Da lista de discos apresentados, "Songs Of Leonard Cohen" foi a escolha, que, faixa a faixa, foi tocada por um grupo mais alargado e possivelmente com mais notoriedade no mundo musical que o do primeiro volume: Ben, Andrew e Will dos MGMT, Andrew dos Wolfmother, Binki Shapiro dos Little Joy, os regressados Brian Lebarton e Bram Inscore e ainda Devendra Banhart. Versões ainda mais diferentes dos originais de Cohen foram sendo reveladas no Outono do ano passado, como o foi a versão que se seguiu, Stranger Song.

09. Stranger Song (vídeo aqui)
10. Teachers

Leonard Cohen é talvez mais conhecido actualmente pela sua carreira musical mas, em 1967, quando lançou "Songs of Leonard Cohen", ainda era a sua carreira como autor e poeta que o tornava conhecido do público. Não será, por isso, de estranhar a beleza lírica por detrás dos dez temas do registo de estreia de Leonard Cohen. Amor, luxúria, raiva, compaixão, sentimentos fortes extravasam das músicas de Cohen. Curiosamente, o primeiro disco de Cohen data do mesmo ano que o dos Velvet Underground, mas não poderiam encontrar-se em campos mais díspares da música pop.
Cohen mostrou-se neste disco, como em toda a carreira, um cantautor que não gosta de grandes artifícios musicais - de facto, este seu primeiro disco estava pensado pelo autor como um registo de voz e guitarra apenas, tendo esta visão sido alterada muito graças à acção do produtor John Simon, que convenceu Cohen a acrescentar mais instrumentos e sonorizações.
Marco no movimento folk, "Songs Of Leonard Cohen" é, também ele, recurso de inspiração para muitos cantautores ainda nos dias de hoje. Temas como So Long, Marianne ou Suzanne são incontornáveis e fazem parte de um imaginário sonoro comum dos anos '60 nos Estados Unidos. Talvez por isso, a versão de Suzanne no Record Club de Beck fosse das mais difícies de digerir. Antes de fecharmos a primeira hora do Preto no Branco, ouvimos o original
de Suzanne e ainda mais uma versão, a de Hey, That's No Way To Say Goodbye.

11. Suzanne
12. Hey, That's No Way To Say Goodbye (vídeo aqui)

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São quatro os volumes conhecidos até agora do Record Club de Beck. Depois de, na primeira hora, termos ouvido parte dos dois primeiros, na segunda hora ouvimos os dois restantes, sempre cruzando as versões e os originais.

13. Grey/Afro (vídeo aqui)
14. Lawrence of Euphoria

Encontros casuais de músicos promovem surpreendentes experiências. Em Junho de 2009, os Wilco passaram por Los Angeles para promover o seu novo álbum. Na mesma altura, Feist estava também por Los Angeles a editar o seu documentário e Jamie Lidell produzia o seu novo disco nos estúdios de Beck.
Decidiram então juntar-se todos a Beck e rumar aos Sunset Sound Studios, os mesmos onde os Rolling Stones gravaram grande parte de "Exile On Main Street". A escolha, desta vez, recaiu em "Oar", o disco a solo de Skip Spence, baterista dos Jefferson Airplane.
A juntar-se a todos os músicos serendipiticamente reunidos no mesmo local geográfico no mesmo momento, estiveram também James Gadson, Spencer Tweedy e Brian Lebarton.
Instrumentos muito diferentes, versões muitas vezes fiéis aos originais. Quase poderíamos jogar ao jogo das diferenças, com o original e a versão de Books Of Moses a sucederem-se.

15. Books of Moses
16. Books of Moses (vídeo aqui)

"Oar" é um disco em tudo inesperado. Convencido de que era o anticristo, Skip Spence, baterista dos Jefferson Airplane, tentou abrir a porta do quarto dos colegas de banda à machadada, invocando uma espécie de exorcismo dos demónios destes. Como resultado, Skip Spence foi internado num sanatório, o Hospital de Bellevue, durante seis meses. Os problemas mentais de Spence eram já conhecidos, pelo que não foi grande surpresa esta clausura terapêutica. Os seis meses que passou fechado resultaram não em grandes melhorias na sua condição mental, mas num conjunto de músicas que vieram a dar origem a "Oar". Gravado em grande parte com recurso a um três pistas, "Oar", de 1969, é um estranho guia pela mente de um homem à beira do colapso mental, onde pontuam estranhos momentos lúdicos e de lucidez, santos e demónios, guitarras destorcidas e raízes folk.
No Record Club, Beck e amigos mantiveram-se fiéis ao alinhamento original de doze faixas, não passando pelas dez que, alguns anos após a edição de "Oar", lhe foram acrescentadas.
Little Hands era o tema que abria "Oar", seguido de Cripple Creek. Ouvimos a versão do primeiro, escutando depois o original do segundo.

17. Little Hands (vídeo aqui)
18. Cripple Creek
19. Weighted Down (vídeo aqui)
20. Guns In The Sky

Começando a captar mais atenção mediática, Beck pôde também dar-se ao luxo, de juntar alguns dos seus músicos preferidos para esta experiência do Record Club. O quarto volume juntou alguns dos nomes que o próprio Beck confessa serem da sua preferência: Liars, Annie Clark e Daniel Hart dos St. Vincent, Sérgio Dias d'Os Mutantes e o sempre presente Brian Lebarton. Fugindo dos discos dos anos 60, esta quarta sessão, primeira para o ano de 2010, foi buscar um dos maiores sucessos comerciais dos anos '80, "Kick" dos INXS, uma escolha patriótica de Angus dos Liars. Até ao momento conhecem-se apenas quatro dos temas, sendo Need You Tonight a última versão a ter sido revelada.

21. Need You Tonight (vídeo aqui)
22. Never Tear Us Apart
23. Devil Inside (vídeo aqui)

Quatro singles nos top 10's, um enorme sucesso comercial e um álbum a levar uma banda aos píncaros da pop mainstream: "Kick" dos australianos INXS foi editado em 1987 e esse foi um dos melhores anos na carreira da banda de Michael Hutchence.
À figura carismática e sensual do líder da banda e aos criativos vídeos por que eram conhecidos os INXS aliaram-se, em "Kick", uma pop consistente e perfeitamente construída para as massas, desde as guitarras às baladas, aos temas que se tornaram hinos das pistas de dança da década de '80 e inconfundíveis temas da história da pop.
Tarefa difícil a de rever clássicos, músicas tão facilmente reconhecíveis. Dos quatro temas até agora revelados no Record Club, fechámos o Preto no Branco desta semana com uma das melhores interpretações de "Kick", a versão para New Sensation, com Angus e Annie nas vozes.

24. Mediate
25. New Sensation (vídeo aqui)

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Preto No Branco - 10/04/2010 - Roubei o Futuro Para Ficar Só Com Ele - 4º Capítulo



O Intenso Rasto das Imagens do “Rare Groove”.


Introdução ao género "blaxpoitation"


1ª Hora
1-Four Hero – Criating Patterns -.Conceptions
2- Colectânea Can You Dig It – Gordon Staples – Strung Out (Mean Johnny Barrows, 1975)
3-Soul II Soul – Club Classics Vol. - I Feel Free (feat. Do’Reen)
4- Colectânea Can You Dig It – Joe Simon – Theme From Cleopatra Jones (Cleopatra Jones, 1973)
5-Colectânea Dorado Volume 3 - Cool Breeze – Tik Tok (Come On)
6-Colectânea Can You Dig It – Gene Page – Blacula (Blacula, 1972)
8-Colectânea Dorado Volume 3 – High Steppers –MP
9-Colectânea Can You Dig It – Curtis Mayfield- Freddie’s Dead (Superfly, 1972)
10-Massive Attack – Blue Lines- Lately
11-Isaac Hayes – Truck Turner – Breakthrough (Truck Turner, 1973)
12- Colectânea Can You Dig It – Edwin Starr – Easin’in (Hell Up In Harlem, 1973)

2ªHora
1-Colectânea Can You Dig It – J0hnny Pate – Shaft In Africa (Shaft In Africa, 1973)
2-United Future Organization – U.F.O. – Vynil Junkie(Procurem esta faixa, pois usa um sample da música em baixo de Quincy Jones)
3-Colectânea Can You Dig It – Quincy Jones – They Call Me Mister Tibbs (They Call Me Mister Tibbs, 1970)
4-Troublemakers – Express Way – V72
5-The Sandals – Rite To Silence – Feet
6-Colectânea Can You Dig It – Don Julian – Lay It On Your Head – (Savage, 1973)
7- The Sandals – Rite To Silence – Lovewood
8-Troublemakers – Express Way – Lemon
9-Colectânea Can You Dig It – Bobby Womack – Across 110th Street (Across 110th Street, 1972)
10- Troublemakers – Express Way – Shadows Lights
11- Colectânea Tribe – Tribe - Beneficent
Nota: Um problema informático, impediu-nos de termos acesso à gravação das duas horas do programa. Assim sendo, não temos "podacast". Poderão contudo ouvir algumas músicas e canções, "clicando" nos títulos das mesmas.

Documentário sobre "blaxpoitation": Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7, Parte 8, Parte 9, Parte 10.