Punk, pós-punk, Situacionismo a caminhar
para o Dadaísmo, Pere
Ubu, ou ter-se-ão esquecido do acento grave “Père Ubu”? Influências
francesas extendidas à distante cidade de Cleveland – Ohio, onde outrora a
Grande Cultura Europeia esteve bem presente.
Mais uma etapa do périplo pelos discos de uma vida, desfilando rodelas no estúdio da Rádio Universidade de Coimbra e puxando pela memória para contar as histórias que lhes estão associadas. Num novo século (novo milénio!) a descoberta de música também se começou a fazer através de novos formatos, fontes e canais - esta semana reservámos uma hora (a segunda) para confessar um pouco do que se passava nas salas de chat e conversas privadas do mIRC!
01. Björk - Venus As A Boy
02. My Bloody Valentine - Only Shallow
03. PJ Harvey - This Is Love
04. Moloko - The Time Is Now
05. Sigur Rós - Starálfur
06. Lambchop - Is A Woman
07. Kings Of Convenience - I Don't Know What I Can Save You From
08. The Notwist - One Step Inside Doesn't Mean You Understand
09. The New Pornographers - Sing Me Spanish Techno
10. Wilco - Heavy Metal Drummer
11. The Strokes - Barely Legal
12. The White Stripes - Fell In Love With A Girl
13. Slowdive - Brighter
14. Ride - Vapour Trail
15. Neutral Milk Hotel - Holland, 1945
16. Teenage Fanclub - The Concept
17. Luna - This Time Around
18. Silver Jews - Random Rules
19. Smog - Our Anniversary
20. The Postal Service - We Will Become Silhouettes
21. Spiritualized - Ladies And Gentleman We Are Floating In Space
Pelo estúdio da Rádio Universidade de Coimbra continuamos a desinfectar as mãos, tirar a máscara e levantar o véu sobre mais alguns discos, numa espécie de resposta ao repto deixado numa rede social por meia-dúzia de melómanos. Entre histórias e canções, desfilaram mais alguns discos do fim de século (fim de milénio!) que ainda soam actuais neste fim de época!
01. Beck - Beercan
02. Pixies - Hey
03. The Smashing Pumpkins - Believe
04. The Lemonheads - It's About Time
05. Jay-Jay Johanson - Skeletal/ I'm Older Now
06. The Aloof - Abuse
07. Kid Loco - Love Me Sweet
08. Alpha – Somewhere Not Here
09. Air – Ce Matin-là
10. Belle and Sebastian - My Wandering Days Are Over
11. Camera Obscura - Eighties Fan
12. The Pastels - I Picked A Flower
13. The Divine Comedy - Perfect Lovesong
14. Yo La Tengo - My Little Corner Of The World
15. The Stone Roses - I Am The Resurrection
16. Radiohead - Let Down
17. Elliott Smith - Bled White
18. Perry Blake - 1971
19. The Magnetic Fields - Papa Was A Rodeo
20. Badly Drawn Boy – The Shining
21. Goldfrapp - Pilots
22. Kula Shaker - Shower Your Love
Vamos desconfinando também na Rádio Universidade de Coimbra: o Preto No Branco regressou às emissões em directo e fê-lo atacando um dos desafios que na pandemia (ou no pãodemónio) se espalhou pelas redes sociais. Entre as muitas ondas de publicações que tentaram lidar com a ansiedade, angústia e preocupação naturais destes dias, surgiu uma moda cujo objectivo era nobre, mesmo que as regras do jogo fossem um pouco ridículas: escolher dez discos e/ou canções que nos tivessem marcado, partilhar a sua capa sem nada acrescentar ou justificar sobre a escolha, passando o desafio a outros. Foi exactamente isso que fizeram, por ordem cronológica, o Fernando Ferreira, o Sérgio Felizardo, o Miguel Henriques, o Luís Luzio, o Nuno Mendes e o Francisco Flor: deixaram nestas mãos o desafio de partilhar música numa lista resumida e limitada.
Longe de fugir a desafios, moldámos as regras de modo a obter maior justiça, decidindo antes contar uma história em mais alguns discos que dez. Começa mais ou menos assim..
Era uma vez uma menina nascida no início dos anos '80, que, apesar de viver numa pequena vila do interior onde não havia lojas de discos e onde não chegavam as melhores ondas hertzianas, teve a sorte de ter irmãos mais velhos que iam encontrando música e lha iam pondo nos ouvidos...
01. Lou Reed & John Cale - Smalltown
02. The Velvet Underground & Nico - I'll Be Your Mirror
03. David Bowie - Starman
04. The Go-Betweens - Quiet Heart
05. The Jesus & Mary Chain - Just Like Honey
06. Mazzy Star - Fade Into You
07. The Cure - Just Like Heaven
08. The Smiths - Please, Please, Please, Let Me Get What I Want
09. New Order - Age Of Consent
10. Depeche Mode - Behind The Wheel
11. The Beach Boys - Wouldn't It Be Nice
12. The Beatles - Across The Universe
13. Pet Shop Boys - Suburbia
14. David Byrne - Miss America
15. Nirvana - All Apologies
16. Spain - It's So True
16. Nick Cave & The Bad Seeds - Death Is Not The End
17. R.E.M. - Stand
18. Edwyn Collins - Make Me Feel Again
19. Suede - The Wild Ones
20. Blur - To The End
21. Pulp - Babies
22. Morrissey - The More You Ignore Me, The Closer I Get
23. Massive Attack - Protection
24. Primal Scream - Higher Than The Sun
Parece que
estará fora de sequência, mas não, a seguir a Jacques Brel, referência da
canção francófona, a que nem um “punk” resiste, então muito menos um
“pós-punk”. Momus, pseudónimo, heterónimo único?,para Nicholas Currie, admirador de Brel de
quem fez versões, e que comecei a seguir com Tender Pervert em 1988; ainda de
vez em quando o encontro nem que seja para uma evocação a Fernando Pessoa.
Parece que
estará fora de sequência, mas não, a seguir a Jacques Brel, referência da
canção francófona, a que nem um “punk” resiste, então muito menos um
“pós-punk”. Momus, pseudónimo, heterónimo único?,para Nicholas Currie, admirador de Brel de
quem fez versões, e que comecei a seguir com Tender Pervert em 1988; ainda de
vez em quando o encontro nem que seja para uma evocação a Fernando Pessoa.
Em Sábado feriado, saímos do estúdio da Rádio Universidade de Coimbra para festejar a liberdade e, portanto, deixámos no ar um programa em revisitação. Os doces que há um tempo distribuímos (com lista de ingredientes disponível aqui) ainda estão (mais que) dentro do prazo de validade e sabem sempre bem!
No próximo Sábado retomamos as emissões em directo, sempre com absoluta nitidez entre as 22h e as 24h.
Este era o caminho lógico e necessário, depois do iconoclasta Serge Gainsbourg veio aparentemente doce belga Jacques Brel, mas ouvindo as canções denota-se uma poderosa ironia e crítica, num registo menos pop, menos "crooner", num registo "ligeiro" ou com alusões clássicas, mas música absolutamente maravilhosa. Brel entregava-se às cnações nos discos como nos palcos e o período Philips é o melhor da sua carrira. Deliciem-se, como eu, e vão comer um bombom.
PS No final da 2ª Hora introduzimos Momus, como sinal do próximo programa.