Preto No Branco - 01/05/2010 - Distintos Futuros



Emissão de Rui Ferreira


Primeiro foi o charme indiscutível do glamour vivido a partir da dos inícios da década de 70. Mas, isso não bastava para quem olhava para música como algo em que o movimento cénico, poderia também conduzir ao futuro. Os Roxy Music, com um primeiro álbum onde a capa mostrava uma bela senhora em pose sensual, a as roupas coloridas, os penteados elaborados com a androgenia de um músico, teclista e manipulador de fita magnéticas, escondiam um álbum de rock, tipo FM, mas onde se escondia uma vontade de escrever canções de aparência formal, onde uma linha fina de experimentalismo se escondia mas fazia toda a diferença. Depois veio um segundo álbum, sólido na composição, e talvez o último antes de um grupo de gente ter partido para um pop aceitável, e perante os padrões de hoje até muito bom, que provocou a onda do neo-romantismo. No entanto, a veia experimental, já tinha partido para outras atmosferas - Apollo cujas missões estavam a terminar, foi o ponto de fuga de um horizonte onde era inevitável o encontro com os cósmicos alemães.
A seguir, a canção num estado sublime. De Liverpool, depois dos Beatles, um Echo fora do comum, de pop perto da abstracção, de arranjos por vezes épicos, ou até dentro de linha de inspiração rítmica raggae, onde o baixo suporta o ritmo seguindo uma linha paralela à melodia, um pouco de krautrock nem sequer ficou esquecido. Além disso, anticiparam-se aos Bunnymen, 20 anos antes de David Lynch.


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Nota Importante:

Documentário sobre Glam Rock: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5

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